Semana de Vacinação nas Américas: boas notícias sobre a COVID, más notícias sobre proteção contra outras doenças

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Categoria: Coronavírus, Vacinas

Em apenas 16 meses, quase 2 bilhões de doses de vacina da COVID foram aplicadas nas Américas. Mas a imunização contra outras doenças despencou. Está na hora de reverter este quadro.

 

CLINICA ALERGOLOGICA - posts - 20a Semana Vacinacao nas Americas - logo2022 marca o 20º aniversário da Semana de Vacinação nas Américas, uma iniciativa da Organização Pan-americana da Saúde (OPA) que ocorre, este ano, entre os dias 23 e 30 de abril. Estima-se que 140 milhões de pessoas sejam vacinadas durante a campanha. 

A data comemorativa não poderia chegar em melhor hora: se, por um lado, o sucesso das vacinas contra a COVID-19 tornou-se um dos temas mais celebrados pela população, por outro a cobertura vacinal relativa a outras doenças despencou em alguns países. Por isso mesmo, o lema da campanha deste ano – e a pergunta sobre a qual todos precisam refletir – é: “Você está protegido? Tome todas as vacinas!“.

 

O IMPACTO DA COVID-19 NA VACINAÇÃO

Participam da campanha mais de 40 países e territórios das Américas do Norte, Central e do Sul, inclusive o Brasil, em ações que promovem a vacinação efetiva das populações e que divulgam a importância de manter o calendário vacinal em dia.

 

Conheça o calendário de vacinação brasileiro: 

Calendário de vacinação da criança

Calendário de vacinação do adolescente

Calendário de vacinação de adultos e idosos

Calendário de vacinação da gestante

 

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Desde o início da pandemia da COVID-19, em 2020, a atenção dos sistemas de saúde estava voltada ao novo coronavírus. Quando ainda não havia vacinas, o número de doentes sobrecarregou hospitais, o medo da epidemia fez com que muitas pessoas não saíssem de casa e, como consequência, as campanhas tradicionais de imunização contra diversas doenças sofreram um forte impacto. Estima-se que, em 2020, quase 3 milhões de crianças nas Américas não foram vacinadas ou foram vacinadas de forma incompleta, tornando-as mais suscetíveis a doenças como sarampo e poliomielite

Por exemplo, segundo a ONU, “a taxa de cobertura com as três doses da vacina contra a poliomielite ficou em 82% em 2020 – a menor desde 1994. A taxa de cobertura regional [nas Américas] contra sarampo, caxumba e rubéola (com a vacina MMR) foi de 87%, abaixo dos 93% registrados em 2016″.

Por outro lado, nos últimos anos, a vacinação contra a COVID-19 alcançou números expressivos na região. Atualmente, estima-se que 64% de toda a população das Américas tenha recebido pelo menos 01 dose da vacina – e isto em um período de aproximadamente 01 ano, desde que as doses ficaram mais facilmente disponíveis. Foram mais de 1.8 bilhão de doses de vacinas contra a COVID-19 administradas na região em apenas 16 meses.

No Brasil, até o momento, cerca de 86% da população recebeu ao menos 01 dose da vacina contra a COVID-19, e 77% da população está totalmente imunizada – o que corresponde a mais de 163.4 milhões de pessoas.

 

AMÉRICAS: UMA REFERÊNCIA GLOBAL EM VACINAÇÃO

A região das Américas é referência global em imunizações – e quem faz esta afirmação é a Organização das Nações Unidas. Segundo dados da ONU, em 1971, a região das Américas tornou-se a primeira do mundo a eliminar a varíola. Em 1994, conseguiu certificar a eliminação da poliomielite; em 2015, acabou com a rubéola e a síndrome da rubéola congênita; em 2016, eliminou o sarampo; e, em 2017, o tétano neonatal.

Infelizmente, desde 2020 a região tem visto o retorno de algumas dessas doenças, antes completamente controladas. Casos de poliomielite, sarampo e difteria voltaram a aparecer, preocupando os sistemas de saúde. Em 2022, portanto, a meta é que o calendário vacinal tradicional – agora aliado ao das vacinas anti-COVID – seja retomado com urgência, especialmente nas populações mais jovens.

 

 

A MENSAGEM DA DIRETORA DA ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DE SAÚDE

“Minha mensagem para você é que as vacinas continuam sendo nossa melhor proteção contra doenças imunopreveníveis. Elas são o melhor recurso em nosso arsenal contra a mortalidade por COVID-19″, afirmou a Dra. Carissa Etienne, diretora da Organização Pan-Americana da Saúde.

“Para aqueles que podem ter dúvidas, quero assegurar que as vacinas são eficazes para nos proteger de doenças graves, hospitalização e morte. Mas, acima de tudo, são seguras. O desenvolvimento tecnológico necessário para a fabricação e a produção de vacinas contra a COVID-19 seguiu os mesmos padrões rigorosos de outras vacinas conhecidas.”, completou a médica.

 

Saiba mais sobre a campanha “Semana de Vacinação nas Américas” no website oficial: https://www.paho.org/pt/campanhas/semana-vacinacao-nas-americas-2022


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