Entenda como os ossos se desenvolvem, quais doenças podem surgir com o passar do tempo (como osteopenia e osteoporose) e quais hábitos ajudam na prevenção.
Cuidar da saúde óssea é essencial em todas as fases da vida, especialmente na infância e adolescência, quando ocorre o maior desenvolvimento estrutural do corpo. Segundo estudo publicado por Marina Rea, do Instituto de Saúde (CIP/SES-SP), até a amamentação tem papel importante nesse processo, beneficiando a saúde óssea da mãe e do bebê.
Manter ossos fortes não está relacionado apenas ao envelhecimento: envolve alimentação adequada, vitamina D, exposição solar, atividade física e controle de doenças que afetam o sistema imunológico, muitas delas acompanhadas por alergistas e imunologistas.
Desenvolvimento ósseo na infância

A massa óssea cresce até aproximadamente os 30 anos. Quanto maior o pico de massa óssea adquirido na infância, menor será o risco de osteoporose e fraturas no futuro.
Durante a puberdade, ocorre um crescimento acelerado, tornando os ossos mais longos, densos e fortes. Fatores essenciais nessa fase:
- Alimentação rica em cálcio, vitamina D e proteínas
- Prática regular de atividade física
- Peso adequado
- Sono de qualidade
- Exposição solar moderada (auxilia a sintetizar vitamina D)
Esses hábitos reduzem o risco de doenças osteometabólicas e favorecem o desenvolvimento estrutural saudável.
Como cuidar da saúde dos ossos em qualquer idade
Independente da fase da vida, alguns comportamentos ajudam a proteger o sistema ósseo.
Nutrientes essenciais
- Vitamina D em níveis adequados: 30-60
- Cálcio
- Proteínas
- Presentes em: leite, queijos, ovos, peixes, cogumelos e vegetais.
- Para pessoas com intolerância à lactose, o uso de enzimas e probióticos pode auxiliar na absorção adequada.
Estilo de vida
- Tomar sol de forma segura, ou a reposição de vitamina D de forma adequada
- Praticar exercícios que estimulam impacto e força
- Evitar cigarro, excesso de álcool e cafeína
- Manter peso adequado
- Realizar check-up anual
Rastreio de Osteoporose com densitometria óssea – quem deveria fazer?
⛨ Mulheres com 65 anos ou mais e homens com 70 anos ou mais, independentemente de outros fatores de risco.
⛨ Mulheres pós-menopáusicas com menos de 65 anos e homens entre 50 e 69 anos com fatores de risco para osteoporose ou fratura, como história de fratura por fragilidade, uso prolongado de glicocorticoides, baixo peso corporal, tabagismo, alcoolismo, doenças associadas à perda óssea (ex: hiperparatireoidismo, hipogonadismo, artrite reumatoide), menopausa precoce (<40 anos) ou história familiar de fratura de quadril.
⛨ Adultos ≥50 anos que sofreram fratura de baixo impacto (ex: queda da própria altura) em locais típicos de osteoporose (quadril, coluna, punho, úmero proximal).
⛨ Indivíduos de qualquer idade com suspeita clínica ou radiológica de osteopenia ou fraturas por insuficiência óssea
⛨ Pacientes em uso de medicamentos associados à perda óssea (glicocorticoides ≥5 mg/dia por ≥3 meses, anticonvulsivantes, inibidores de aromatase, entre outros).
Doenças que afetam os ossos

A seguir, as principais doenças relacionadas à saúde óssea, seus sintomas e causas.
Osteopenia
É o início da perda de densidade óssea. Ocorre quando as células que degradam o osso (osteoclastos) agem mais rápido do que as que o formam (osteoblastos).
Osteoporose
A osteoporose representa uma fase mais avançada, com ossos frágeis e porosos.
Principais fatores de risco:
- Baixa ingestão de cálcio
- Sedentarismo
- Tabagismo
- Menopausa, principalmente se antes dos 45 anos de idade
- Diabetes
- Uso contínuo de medicamentos (corticoides, anticonvulsivantes)
- Fatores genéticos
Tipos
- Primária: comum em mulheres pós-menopausa e idosos
- Secundária: associada a doenças na tireoide, no rim, no fígado, imunológicas ou relacionadas ao uso de medicamentos
Inflamação óssea (Osteomielite)
Infecção causada por bactérias, mais comum por Staphylococcus aureus. É mais frequente em crianças e pode surgir após infecções pré-existentes.
Osteomalácia e Raquitismo
Relacionadas à deficiência de vitamina D e má absorção de cálcio. Provocam ossos fracos, arqueamento de pernas em crianças e dores ósseas em adultos.
Causas comuns:
- Baixa exposição solar
- Doenças intestinais
- Cirurgias bariátricas
- Insuficiência renal
- Doenças hepáticas
- Uso de medicamentos anticonvulsivantes
Osteogênese Imperfeita
Doença genética rara que causa extrema fragilidade óssea, fraturas recorrentes e alterações dentárias e auditivas.
Classifica-se em quatro tipos, do mais leve ao mais grave, conforme a qualidade e quantidade de colágeno produzido pelo organismo.
Veja também
Osteoporose: Causas, Sintomas e Tratamento com Imunobiológicos
Alergia, Imunidade e Saúde Óssea: qual a relação?
Muitas doenças acompanhadas em consultórios de alergologia podem afetar o metabolismo ósseo, como:
- Uso prolongado de corticoides para alergias respiratórias e dermatológicas
- Baixa exposição solar em pacientes com dermatites fotossensíveis
- Doenças imunológicas crônicas
- Alergias alimentares que restringem consumo de cálcio e vitamina D
Por isso, o acompanhamento especializado é essencial para garantir equilíbrio entre saúde imunológica e óssea.
Previna hoje para viver melhor amanhã

A infância é o período de maior impacto para desenvolver ossos fortes, mas a prevenção deve ocorrer em todas as idades. Manter bons hábitos e fazer acompanhamento médico reduz significativamente o risco de fraturas e doenças no futuro.
Quer cuidar da sua saúde óssea e imunológica?
A Clínica Alergológica conta com especialistas em alergologia e imunologia que avaliam:
- Níveis de vitamina D
- Alergias alimentares que afetam absorção de cálcio
- Doenças imunológicas que interferem na saúde óssea
- Uso seguro de corticoides
- Rotinas preventivas personalizadas
👉 Agende sua avaliação completa com nosso reumatologista e cuide do seu bem-estar de dentro para fora.

