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	<title>reposição de imunoglobulinas → ALERGOLÓGICA</title>
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	<description>Sua Clínica de Vacinas e Imunização em Campinas</description>
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	<title>reposição de imunoglobulinas → ALERGOLÓGICA</title>
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		<title>Alergológica é Ciência! Imunodeficiências Primárias: o que a Ciência está descobrindo?</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Mar 2026 17:15:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos Científicos]]></category>
		<category><![CDATA[Antonio Condino-Neto]]></category>
		<category><![CDATA[ataxia telangiectasia]]></category>
		<category><![CDATA[Frontiers in Immunology]]></category>
		<category><![CDATA[globulina calculada]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Avanços em genética, diagnóstico precoce e manejo clínico revelam como a medicina está transformando o cuidado de pacientes com erros inatos da imunidade. &#160; O editorial &#8220;Community series in primary immunodeficiencies worldwide&#8221; &#8211; escrito em co-autoria pelo dr. Antonio Condino-Neto, diretor da Alergológica, e publicado no periódico &#8220;Frontiers in Immunology &#8211; Primary Immunodeficiencies&#8221; &#8211; apresenta uma [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://www.alergologica.com.br/alergologica-e-ciencia-imunodeficiencias-primarias-o-que-a-ciencia-esta-descobrindo/">Alergológica é Ciência! Imunodeficiências Primárias: o que a Ciência está descobrindo?</a> first appeared on <a href="https://www.alergologica.com.br">Clínica Alergológica</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Avanços em genética, diagnóstico precoce e manejo clínico revelam como a medicina está transformando o cuidado de pacientes com erros inatos da imunidade.</em></p>
<p><span id="more-1597"></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O editorial &#8220;<em>Community series in primary immunodeficiencies worldwide</em>&#8221; &#8211; escrito em co-autoria pelo dr. <a href="https://www.alergologica.com.br/equipe-alergologica/dr-antonio-condino-neto/"><strong>Antonio Condino-Neto</strong></a>, diretor da <strong>Alergológica</strong>, e publicado no periódico &#8220;<em>Frontiers in Immunology &#8211; Primary Immunodeficiencies</em>&#8221; &#8211; apresenta uma visão dos avanços recentes no estudo das imunodeficiências primárias (PIDs), também chamadas de erros inatos da imunidade. Embora raras, essas condições têm grande impacto na saúde, pois tornam o organismo mais vulnerável a infecções e a problemas de regulação do sistema imune.</p>
<p>O texto é uma síntese dos trabalhos reunidos no segundo volume da série “<em>Community Series in Primary Immunodeficiencies Worldwide</em>”, destacando progressos em genética, diagnóstico precoce e manejo clínico.</p>
<p><span style="color: #808080;"><em>Clique nas imagens para ampliá-las:</em></span></p>

<a href='https://www.alergologica.com.br/wp-content/uploads/2026/03/ALERGOLOGICA-blog-Imunodeficiencias-Primarias-o-que-a-Ciencia-esta-descobrindo-1.jpg'><img fetchpriority="high" decoding="async" width="810" height="1013" src="https://www.alergologica.com.br/wp-content/uploads/2026/03/ALERGOLOGICA-blog-Imunodeficiencias-Primarias-o-que-a-Ciencia-esta-descobrindo-1.jpg" class="attachment-large size-large" alt="ALERGOLÓGICA - blog - Imunodeficiencias Primarias o que a Ciencia esta descobrindo (1)" srcset="https://www.alergologica.com.br/wp-content/uploads/2026/03/ALERGOLOGICA-blog-Imunodeficiencias-Primarias-o-que-a-Ciencia-esta-descobrindo-1.jpg 810w, https://www.alergologica.com.br/wp-content/uploads/2026/03/ALERGOLOGICA-blog-Imunodeficiencias-Primarias-o-que-a-Ciencia-esta-descobrindo-1-768x960.jpg 768w, https://www.alergologica.com.br/wp-content/uploads/2026/03/ALERGOLOGICA-blog-Imunodeficiencias-Primarias-o-que-a-Ciencia-esta-descobrindo-1-640x800.jpg 640w, https://www.alergologica.com.br/wp-content/uploads/2026/03/ALERGOLOGICA-blog-Imunodeficiencias-Primarias-o-que-a-Ciencia-esta-descobrindo-1-400x500.jpg 400w" sizes="(max-width: 810px) 100vw, 810px" /></a>
<a href='https://www.alergologica.com.br/wp-content/uploads/2026/03/ALERGOLOGICA-blog-Imunodeficiencias-Primarias-o-que-a-Ciencia-esta-descobrindo-2.jpg'><img decoding="async" width="810" height="1013" src="https://www.alergologica.com.br/wp-content/uploads/2026/03/ALERGOLOGICA-blog-Imunodeficiencias-Primarias-o-que-a-Ciencia-esta-descobrindo-2.jpg" class="attachment-large size-large" alt="ALERGOLÓGICA - blog - Imunodeficiencias Primarias o que a Ciencia esta descobrindo (2)" srcset="https://www.alergologica.com.br/wp-content/uploads/2026/03/ALERGOLOGICA-blog-Imunodeficiencias-Primarias-o-que-a-Ciencia-esta-descobrindo-2.jpg 810w, https://www.alergologica.com.br/wp-content/uploads/2026/03/ALERGOLOGICA-blog-Imunodeficiencias-Primarias-o-que-a-Ciencia-esta-descobrindo-2-768x960.jpg 768w, https://www.alergologica.com.br/wp-content/uploads/2026/03/ALERGOLOGICA-blog-Imunodeficiencias-Primarias-o-que-a-Ciencia-esta-descobrindo-2-640x800.jpg 640w, https://www.alergologica.com.br/wp-content/uploads/2026/03/ALERGOLOGICA-blog-Imunodeficiencias-Primarias-o-que-a-Ciencia-esta-descobrindo-2-400x500.jpg 400w" sizes="(max-width: 810px) 100vw, 810px" /></a>

<div style="margin: 1% 10% 3% 5%; background: #f5f5f5; padding: 20px; font-size: 0.9em; line-height: 1.6em;"><em>Os médicos e pesquisadores que trabalham na Alergológica produzem conteúdo científico de alta relevância, publicado nos principais </em>journals <em>de imunologia do mundo. Este post faz parte de uma série de artigos que explicam as descobertas e conclusões destes estudos.</em></div>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #01af90;">Bases genéticas das imunodeficiências primárias</span></h2>
<p>Em termos de evolução científica nos últimos anos, um dos pontos centrais é a ampliação do conhecimento sobre as bases genéticas das PIDs. Estudos recentes mostram que mutações em genes já conhecidos podem gerar quadros clínicos muito variados, o que dificulta o diagnóstico.</p>
<p>Um exemplo é o caso de uma mutação no gene <strong>RAG1</strong>, que normalmente está associada a imunodeficiências graves, mas que, no relato analisado, manifestou-se inicialmente como anemia hemolítica autoimune — um quadro que não remete imediatamente a uma PID. Outro caso relevante envolve uma nova mutação no gene <strong>IL2RG</strong>, responsável pela forma ligada ao X da <strong><a href="https://www.alergologica.com.br/imunodeficiencia-primaria-diagnostico-precoce-salva-vidas/">imunodeficiência combinada grave</a></strong> (X-SCID). Apesar do tratamento intensivo, o paciente evoluiu mal devido a uma infecção disseminada por BCG, reforçando a importância de identificar esses casos o mais cedo possível.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #01af90;">Teste do Pezinho ampliado: um auxiliar de peso no diagnóstico</span></h2>
<p>O artigo enfatiza <strong>o papel crucial do</strong> <a href="https://www.immunogenic.com.br/teste-do-pezinho-super" target="_blank" rel="noopener"><strong>teste do pezinho ampliado </strong></a>para a saúde dos recém-nascidos. Países que adotaram a triagem neonatal para PIDs, como o Japão, têm conseguido diagnosticar X-SCID precocemente e realizar transplantes de células hematopoiéticas antes que complicações graves ocorram. No entanto, a implementação global ainda enfrenta desafios, especialmente em regiões com menos recursos.</p>
<p>Além disso, os autores destacam que os métodos atuais, baseados principalmente na <strong><a href="https://www.alergologica.com.br/o-que-sao-e-para-que-servem-os-exames-trec-e-krec/">dosagem de TREC</a></strong> (<em>círculos de excisão de recombinação de células T</em>), não detectam todas as PIDs. Um exemplo é a imunodeficiência associada ao gene <strong>IKZF1</strong>, que pode passar despercebida. Por isso, há propostas de incluir outros marcadores, como KREC, para ampliar a capacidade de detecção.</p>
<p>O artigo também discute ferramentas diagnósticas acessíveis e adaptáveis a diferentes realidades. Uma delas é o uso da <strong>globulina calculada</strong> como triagem para deficiências de anticorpos, especialmente útil em locais onde a dosagem de imunoglobulinas não está amplamente disponível. Outro destaque é a <strong>citometria de fluxo</strong>, que se mostra versátil para identificar tanto imunodeficiências clássicas (como SCID e síndrome de Omenn) quanto condições mais complexas, como síndrome de hiper-IgE e mutações de ganho de função em <strong>STAT1</strong>.</p>
<h5><strong>Veja também</strong></h5>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="JhXoITg1xb"><p><a href="https://www.alergologica.com.br/teste-do-pezinho-ampliado-pode-ajudar-a-detectar-precocemente-mais-de-250-mil-casos-de-imunodeficiencias-primarias/">Teste do Pezinho ampliado pode ajudar a detectar precocemente mais de 250 mil casos de imunodeficiências primárias</a></p></blockquote>
<p><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;Teste do Pezinho ampliado pode ajudar a detectar precocemente mais de 250 mil casos de imunodeficiências primárias&#8221; &#8212; Clínica Alergológica" src="https://www.alergologica.com.br/teste-do-pezinho-ampliado-pode-ajudar-a-detectar-precocemente-mais-de-250-mil-casos-de-imunodeficiencias-primarias/embed/#?secret=VOBaBdMfJv#?secret=JhXoITg1xb" data-secret="JhXoITg1xb" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #01af90;">PIDs e câncer</span></h2>
<p>A relação entre PIDs, desregulação imune e risco aumentado de câncer também recebe atenção no trabalho. Estudos sobre <strong>ataxia telangiectasia</strong> e <strong>síndrome de Nijmegen</strong> mostram que defeitos no reparo do DNA e na função de células T e NK contribuem para maior predisposição a tumores. A experiência clínica acumulada reforça a necessidade de monitoramento contínuo, diagnóstico molecular preciso e intervenções terapêuticas oportunas, como <a href="https://www.alergologica.com.br/imunoglobulinas/"><strong>reposição de imunoglobulinas</strong></a> e quimioterapia precoce quando indicada.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #01af90;">Direcionamento para o futuro</span></h2>
<p>Mais do que fornecer um diagnóstico do momento atual, o editorial aponta direções futuras, capazes de ampliar a cobertura de saúde para pessoas com imunodeficiências primárias. Destaques são dados às seguintes ações:</p>
<ul>
<li>ampliar programas de triagem neonatal,</li>
<li>desenvolver terapias gênicas e biológicos mais específicos,</li>
<li>fortalecer a colaboração internacional para reduzir desigualdades no diagnóstico e no tratamento.</li>
</ul>
<p>A diversidade de apresentações clínicas e a complexidade genética das PIDs tornam essencial a integração entre pesquisa, prática clínica e políticas de saúde, em escalas locais e globais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a class="vc_btn3 vc_btn3-shape-rounded btn btn-lg btn-primary" title="Contato Alergológica" href="https://wa.me/5519997692109" target="_blank" rel="noopener">Entre em contato com a Alergológica</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>Referência</strong></h4>
<ul>
<li>Condino-Neto A, Korganow A-S and Kanegane H (2025) Editorial: Community series in primary immunodeficiencies worldwide, volume II. Front. Immunol. 16:1564959. doi: <a href="https://doi.org/10.1111/pai.70047" target="_blank" rel="noopener">10.3389/fimmu.2025.156495910.1111/pai.70047</a></li>
</ul><p>The post <a href="https://www.alergologica.com.br/alergologica-e-ciencia-imunodeficiencias-primarias-o-que-a-ciencia-esta-descobrindo/">Alergológica é Ciência! Imunodeficiências Primárias: o que a Ciência está descobrindo?</a> first appeared on <a href="https://www.alergologica.com.br">Clínica Alergológica</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Imunodeficiências: novo estudo analisa impacto do diagnóstico tardio e dos tratamentos na qualidade de vida</title>
		<link>https://www.alergologica.com.br/imunodeficiencias-novo-estudo-analisa-impacto-do-diagnostico-tardio-e-dos-tratamentos-na-qualidade-de-vida/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[ALERGOLOGICA-Suporte]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Mar 2022 17:12:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos Científicos]]></category>
		<category><![CDATA[Antonio Condino-Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Clinical Immunology]]></category>
		<category><![CDATA[genética]]></category>
		<category><![CDATA[imunodeficiências primárias]]></category>
		<category><![CDATA[reposição de imunoglobulinas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Saiba o que são as imunodeficiências primárias e conheça a importância do diagnóstico correto para aumentar a qualidade de vida. &#160; Você sabe o que são as imunodeficiências primárias? O próprio nome dá uma dica do que se trata: elas são, de fato, problemas na ação ou no desenvolvimento do sistema imune. As causas são [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://www.alergologica.com.br/imunodeficiencias-novo-estudo-analisa-impacto-do-diagnostico-tardio-e-dos-tratamentos-na-qualidade-de-vida/">Imunodeficiências: novo estudo analisa impacto do diagnóstico tardio e dos tratamentos na qualidade de vida</a> first appeared on <a href="https://www.alergologica.com.br">Clínica Alergológica</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><i>Saiba o que são as imunodeficiências primárias e conheça a importância do diagnóstico correto para aumentar a qualidade de vida.</i><br />
<span id="more-739"></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Você sabe o que são as <b>imunodeficiências primárias</b>?</p>
<p><a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1521661622000110"><img decoding="async" class="alignright wp-image-748 size-full" src="https://www.alergologica.com.br/wp-content/uploads/2022/03/ALERGOLOGICA-posts-capa-revista-clinical-immunology.jpg" alt="ALERGOLOGICA - posts - capa revista clinical immunology" width="151" height="201" /></a></p>
<p>O próprio nome dá uma dica do que se trata: elas são, de fato, problemas na ação ou no desenvolvimento do sistema imune. As causas são <b>genéticas</b>, isto é, a pessoa já nasce com as imunodeficiências primárias. Atualmente, são conhecidas <b>mais de 400 mutações</b> em genes que podem levar a problemas no funcionamento do sistema de defesa do corpo. Quem nasce com essas mutações possui uma predisposição a desenvolver infecções graves, inclusive formas crônicas e incapacitantes de infecções.</p>
<p>Há uma enorme variedade de problemas que as imunodeficiências podem causar, alguns menos perigosos, outros potencialmente fatais. Alguns aparecem logo na infância, outros <b>podem demorar anos até que os sintomas se manifestem</b>. Por envolverem causas genéticas, nem sempre bem compreendidas, é comum que as imunodeficiências sejam confundidas com outras doenças, e ainda é raro que testes genéticos sejam realizados para confirmar o diagnóstico.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="margin: 0 5% 0 11%; border: 1px dotted gray; padding: 3%; border-radius: 20px;">
<p style="text-align: right;"><span style="color: #808080;"><b><i>Existem imunodeficiências secundárias?</i></b></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="font-weight: 400; color: #808080;">Existem, sim. As imunodeficiências primárias, como vimos acima, têm causa genética. As secundárias, por sua vez, são adquiridas. Algumas maneiras pelas quais as imunodeficiências secundárias se desenvolvem são: pela utilização de imunossupressores em casos de transplantes; durante o tratamento de doenças autoimune sistêmica; ao longo de tratamentos quimioterápicos, ou até mesmo durante certas infecções virais.</span></p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por causa de todas essas complexidades, estima-se que <b>90% das pessoas com alguma imunodeficiência não estão devidamente diagnosticadas</b> &#8211; e esta é uma questão bastante séria, já que, quanto mais tempo se passa entre o aparecimento dos sintomas e o diagnóstico correto, maiores as chances de complicações.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="color: #04b7a5;"><b><img decoding="async" class="alignright size-full wp-image-746" src="https://www.alergologica.com.br/wp-content/uploads/2022/03/ALERGOLOGICA-posts-anticorpo.jpg" alt="ALERGOLOGICA - posts - anticorpo" width="200" height="200" />Exemplos de imunodeficiências primárias</b></span></h3>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Agamaglubulinemia congênita</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Ataxia-telangiectasia</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Candidiase mucocutânea crônica</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Deficiência seletiva de IgA</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Febre familiar do Mediterrâneo</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Hipogamaglobulinemia transitória da infância</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Imunodeficiência combinada grave</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Imunodeficiência comum variável</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Síndrome Chediak-Higashi</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Síndrome de Muckle-Wells</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Síndrome de Wiskott-Aldrich</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Síndrome Griscelli</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Síndrome hiper-IgE</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Síndrome hiper-IgM</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Urticária familiar ao frio</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>Não é incomum, por exemplo, encontrar adultos que passaram anos indo a hospitais, sofrendo com infecções que poderiam ser evitadas e apresentando até mesmo danos em órgãos internos, tudo porque uma imunodeficiência primária não foi corretamente diagnosticada anteriormente.</p>
<p style="text-align: right; color: #04b7a5; margin: 2% 0 2% 20%; font-size: 1.2em;"><strong><i>Defeitos relacionados à imunoglobulina A são a forma mais comum de imunodeficiência primária, atingindo aproximadamente </i><b><i>01 em cada 300 indivíduos</i></b><i> – mas em 60% dos casos não há sintoma nenhum!</i></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>QUAL A ATUAL SITUAÇÃO DOS TRATAMENTOS PARA AS IMUNODEFICIÊNCIAS?</strong></h2>
<p>Um novo estudo, publicado no periódico científico <i>Clinical Immunology</i> e que contou com a participação de pesquisadores da <b>Clínica Alergológica</b>, analisou o<b> impacto do diagnóstico tardio e de opções de tratamento na qualidade de vida</b> de pessoas com imunodeficiências primárias. O trabalho, uma revisão da literatura científica sobre o tema, analisou mais de 60 estudos anteriores e traz dados impactantes, como:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">O tempo entre o desenvolvimento dos primeiros sintomas de uma imunodeficiência primária e o diagnóstico da doença ainda é alto, mas tem diminuído nas últimas décadas. Nos EUA, por exemplo, entre os anos de 1976 e 1986, em média uma pessoa levava <i>17 anos e meio</i> para ser diagnosticada – esse tempo caiu para menos de 03 anos após 1996! Ainda assim, para muitas imunodeficiências, <b>pode levar mais de uma década até que o diagnóstico seja obtido</b>. E nesse tempo…</li>
</ul>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Quanto mais tempo uma pessoa que possui alguma imunodeficiência passar sem ser devidamente tratada, maiores as chances de desenvolver formas graves de infecções como pneumonia e complicações respiratórias. Análise de dados de saúde europeus relacionados à imunodeficiência comum variável apontou um aumento de <b>1.7% na mortalidade a cada ano passado sem um diagnóstico</b>.</li>
</ul>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Um estudo global realizado em 2020 estimou que pouco mais de 13% das pessoas com imunodeficiências realizaram<b> testes genéticos</b>, um número extremamente baixo. Outros estudos indicam que estes testes melhoram a acurácia dos diagnósticos e os tratamentos que as pessoas recebem, já que permitem uma customização baseada nos fatores de risco e no perfil biológico de cada um.</li>
</ul>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Hoje em dia, já existem diversos <b>tratamentos para as imunodeficiências primárias</b>, envolvendo desde a <a href="https://www.alergologica.com.br/imunoglobulinas/">reposição de imunoglobulinas</a> e uso profilático de antibióticos a técnicas específicas para cada deficiência. Já há, inclusive, maneiras mais práticas e convenientes de se receber estes tratamentos, que demandam menos visitas a centros de saúde e menos tempo de consulta, o que favorece não apenas a saúde, como também a qualidade de vida do paciente.</li>
</ul>
<p>Apesar de dados positivos com relação aos tratamentos e ao tempo de diagnóstico, as imunodeficiências primárias ainda representam um grande desafio à saúde pública. Estudos como esta revisão ajudam a elaborar um panorama mais completo de como a comunidade médica e a sociedade estão lidando com estas questões, apontando caminhos para melhorias e aperfeiçoamentos no cuidado com a saúde.</p>
<p>Participaram do estudo o dr. <b>Antonio Condino-Neto</b>, diretor da <b>ALERGOLÓGICA</b>, e pesquisadores das Universidades de Ottawa (Canadá), da California-Irvina (EUA), da USP, do SL Behring GmbH (Alemanha) e do Alabama Allergy and Asthma Center (EUA). Para saber mais detalhes do trabalho, confira o link a seguir.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="color: #04b7a5;"><strong>Para saber mais</strong></span></h3>
<ul>
<li><strong>Título do artigo</strong>: <em>Health-related quality of life in primary immunodeficiencies: Impact of delayed diagnosis and treatment burden</em></li>
<li><strong>Autores</strong>: John T. Anderson, Juthaporn Cowan, Antonio Condino-Neto, Donald Levy e Subhransu Prusty</li>
<li><strong>Publicação</strong>: Clinical Immunology 236 (2022)</li>
<li><strong>Link</strong>: <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1521661622000110" target="_blank" rel="noopener">https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1521661622000110 </a></li>
</ul><p>The post <a href="https://www.alergologica.com.br/imunodeficiencias-novo-estudo-analisa-impacto-do-diagnostico-tardio-e-dos-tratamentos-na-qualidade-de-vida/">Imunodeficiências: novo estudo analisa impacto do diagnóstico tardio e dos tratamentos na qualidade de vida</a> first appeared on <a href="https://www.alergologica.com.br">Clínica Alergológica</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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