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	<title>BBC → ALERGOLÓGICA</title>
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	<description>Sua Clínica de Vacinas e Imunização em Campinas</description>
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		<title>Covid: por quanto tempo dura a imunidade após uma infecção?</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Jul 2022 13:39:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alergológica na Mídia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É possível pegar COVID mais de uma vez? Por quanto tempo ficamos protegidos após uma infecção ou após a vacinação? O diretor da Clínica Alergológica, dr. Antonio Condino-Neto, conversa com a BBC Brasil sobre imunidade pós-COVID. Texto publicado no portal BBC BRASIL &#160; Foi-se o tempo em que os cientistas pensavam que pegar covid era [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>É possível pegar COVID mais de uma vez? Por quanto tempo ficamos protegidos após uma infecção ou após a vacinação? O diretor da Clínica Alergológica, dr. Antonio Condino-Neto, conversa com a BBC Brasil sobre imunidade pós-COVID.</em><br />
<span id="more-791"></span><br />
<em>Texto publicado no portal <a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-62098817" target="_blank" rel="noopener">BBC BRASIL</a></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Foi-se o tempo em que os cientistas pensavam que pegar covid era uma experiência que cada um de nós só teria uma vez na vida. Atualmente, se sabe que a reinfecção está se tornando cada vez mais comum e, em casos mais raros, pode até acontecer com uma janela de intervalo de poucos dias entre o primeiro e o segundo quadro.</strong></p>
<p>Porém, a janela de imunidade pós-covid mais aceita entre os especialistas nos dias de hoje varia entre três meses a cinco anos.</p>
<p>Com o espalhamento das novas variantes, especialmente as sublinhagens derivadas da ômicron, como a BA.2 e a BA.5, os casos de reinfecção se tornaram muito mais comuns — como mencionado mais acima, em alguns indivíduos o segundo episódio da doença acontece num intervalo bem curto, de poucas semanas após o primeiro quadro.</p>
<p>E, embora a janela de imunidade possa variar entre poucas semanas a até alguns anos de pessoa para pessoa, as evidências científicas mais recentes permitem entender um pouco melhor como nossas células de defesa atuam, quanto tempo essa proteção costuma durar e quais são os fatores que facilitam o contato com o coronavírus seguidas vezes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>Contra-ataque coordenado</strong></h2>
<p>Mas, antes de mais nada, como funciona nosso sistema imunológico durante uma infecção viral?</p>
<p>Tudo começa quando um vírus invade o corpo e começa a usar nossas próprias células para criar novas cópias de si mesmo.</p>
<p>Uma hora ou outra, esse processo anormal chama a atenção das unidades de defesa, que iniciam um contra-ataque para conter a expansão do patógeno.</p>
<p>Esse trabalho envolve um verdadeiro batalhão de células, das quais é possível destacar duas entre as mais importantes: os linfócitos T e B.</p>
<p>Os linfócitos T têm a função de coordenar a resposta imune. Eles identificam as células infectadas e as matam.</p>
<p>Já os linfócitos B são os responsáveis por produzir os anticorpos específicos, uma espécie de &#8220;antídoto personalizado&#8221; que gruda e inativa os vírus.</p>
<blockquote><p>&#8220;É como se o linfócito T disparasse um míssil que destrói a estrutura doente. Daí, os vírus que sobram são neutralizados pelos anticorpos dos linfócitos B&#8221;, resume <a href="https://www.alergologica.com.br/equipe-alergologica/dr-antonio-condino-neto/"><strong>Antonio Condino Neto</strong></a>, professor sênior de imunologia do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP).</p></blockquote>
<p>Se todo esse trabalho for bem sucedido, eventualmente a infecção é controlada e os vírus são completamente eliminados do organismo.</p>
<p>Isso, por sua vez, gera um tipo de aprendizado ao sistema imunológico. Por um tempo, as células de defesa em circulação sabem como agir caso o vírus em questão resolva tentar uma nova invasão.</p>
<p>Um mecanismo de proteção parecido acontece durante a vacinação — com a vantagem de as unidades imunes serem &#8220;treinadas&#8221; sem que o corpo padeça pela ação de um patógeno de verdade.</p>
<p>Mas daí vem uma questão importante: por quanto tempo essa imunidade se mantém?</p>
<p>A resposta para essa pergunta varia consideravelmente de acordo com o vírus e as características de cada um.</p>
<blockquote><p>&#8220;De um lado, há doenças como sarampo ou rubéola, que geralmente só temos no máximo uma vez na vida e acabou&#8221;, diz Condino Neto. &#8220;Do outro, temos gripe, covid e resfriados, que podemos pegar por diversas vezes&#8221;, compara.</p></blockquote>
<p>Mas o que diferencia um grupo do outro?</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>Um drible muito efetivo</strong></h2>
<p>Há diversos motivos que ajudam a entender por que em alguns casos a imunidade dura muitos anos (ou até para sempre) e, em outros, ela vai embora rapidinho.</p>
<p>Um dos principais fatores tem a ver com as próprias características do vírus e a interação que ele tem com nosso organismo.</p>
<p>Vamos começar com a parcela desses patógenos que é estável e permanece praticamente igual ao longo de décadas ou séculos.</p>
<p>Essa característica representa uma boa notícia para o sistema imune, que consegue reconhecer o agente infeccioso e resgata as instruções de como combatê-lo, graças à infecção prévia ou à vacinação.</p>
<p>Agora, imagine o cenário oposto, que acontece quando os vírus circulam com muita rapidez e são uma verdadeira metamorfose ambulante?</p>
<p>Esse é o caso do Sars-CoV-2, o coronavírus responsável pela pandemia atual: ele sofre mutações genéticas a todo o momento conforme é transmitido de pessoa para pessoa.</p>
<p>Se essas alterações trouxerem vantagens ao patógeno — como uma maior facilidade para infectar as células ou a capacidade de driblar a resposta imune, por exemplo — elas vão prosperar.</p>
<p>É assim que surgem as variantes de preocupação. Essas novas versões do vírus ganham terreno e estão por trás de reedições nas ondas de casos, hospitalizações e mortes.</p>
<p>Ao longo dos últimos dois anos e meio, vimos esse fenômeno acontecer ao menos cinco vezes, com a chegada das variantes alfa, beta, gama, delta e ômicron.</p>
<p>Mais recentemente, o aparecimento de subvariantes derivadas da ômicron, como a BA.2 e a BA.5, acelerou e aprofundou ainda mais esse processo.</p>
<p>Em suma, todas essas linhagens carregam mudanças nos genes que apareciam no vírus &#8220;original&#8221;, detectado pela primeira vez em janeiro de 2020 em Wuhan, na China.</p>
<p>Do ponto de vista das nossas defesas, esse fato representa uma péssima notícia. Isso porque a resposta imune obtida através de uma infecção prévia ou da vacinação se torna cada vez mais desatualizada.</p>
<p>Com o passar do tempo — e o surgimento de novas variantes com mutações genéticas mais diversas — o resultado do trabalho dos linfócitos B torna-se cada vez menos efetivo.</p>
<p>Isso porque os anticorpos que eles fabricam são montados especificamente para neutralizar o causador da primeira infecção — ou, de preferência, estão alinhados à formulação original da vacina, que carrega instruções para combater as versões mais antigas do vírus.</p>
<p>Ou seja: se uma variante que tenta invadir o corpo apresenta mudanças significativas na estrutura, os tais anticorpos não conseguem mais agir como se esperava.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a class="btn btn-primary btn-md btn-modern" href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-62098817" target="_blank" rel="noopener">Continue lendo a reportagem no website da BBC!</a></p><p>The post <a href="https://www.alergologica.com.br/covid-por-quanto-tempo-dura-a-imunidade-apos-uma-infeccao/">Covid: por quanto tempo dura a imunidade após uma infecção?</a> first appeared on <a href="https://www.alergologica.com.br">Clínica Alergológica</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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